domingo, 19 de setembro de 2010

Portos brasileiros sofrem com filas e engarrafamentos




09/09/2010 - Transporte Idéia

A dificuldade de liberação de importações e exportações é motivo de preocupação nos portos brasileiros. Segundo o professor Paulo Fleury, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e diretor do Instituto Ilos de logística, o problema no país é “crônico estrutural”.  Além disso, as filas de navios e os engarrafamentos são os principais problemas.
“Há mais de 10 anos que a gente vê esse problema todo ano, seja com fertilizante, com açúcar, com soja. O problema é que falta uma visão integrada. Um porto são várias etapas, tem a chegada do navio, a chegada do caminhão ou do trem até o terminal. O gargalo que o governo está atacando é o da profundidade, de maneira que possa receber navios maiores”, disse Fleury à “Rádio CBN”.
De acordo com o professor, aumentar a profundidade dos portos não vai resolver todos os problemas, apesar de poder receber navios maiores. Para Fleury, os engarrafamentos já são constantes no país, principalmente no Porto de Santos. Ele citou a falta de área de armazenagem como um dos principais causadores da atual situação, além de uma área de manobra para o navio descarregar. “Não vai adiantar se não tiver isso”, observou.
Fleury também argumentou que os navios ficam parados durante muitos dias – em média 20, 30 dias – esperando para descarregar os produtos e que isso gera um custo. Dependendo da época do ano, uma multa de US$ 30 mil a US$ 40 mil pode ser aplicada diariamente.
Sobre o Porto do Rio de Janeiro, o professor disse que o acesso é muito ruim “tanto ferroviário quanto rodoviário”. Ele elogiou o Porto de Santos no que diz respeito à distância para os centros de produção agrícola e industrial. Para ele, o problema do porto santista é com relação ao acesso terrestre, e otimizar a chegada e saída das mercadorias.

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