sábado, 18 de setembro de 2010

Setor ferroviário carece de recurso

Alvim diz que Governo Federal deve apostar mais
China e Índia superam investimentos

“Responsabilidade Compartilhada pelo Investimento na Expansão Metroferroviária”, esse foi o tema em pauta na tarde desta terça-feira, 14, durante a 16ª Semana de Tecnologia Metroferroviária.

O consultor Bernardo Guatimosim Alvim fez uma comparação entre a evolução do transporte público em países como Estados Unidos, França, China e Índia e o Brasil. Para ele, o caso de sucesso nesses países diz respeito ao investimento na expansão dos transportes públicos por meio do Governo Federal.

Segundo ele, a China, por exemplo, constatou que se mantivesse o consumo de combustível nos padrões atuais, com o ritmo de crescimento populacional do país, gastaria oito vezes mais, enquanto se investisse em transporte público, o custo superaria em duas vezes o gasto com combustível.

O consultou comentou que, em pesquisa recente, foi constatado que 61% das pessoas que vivem na cidade de São Paulo acham que o trânsito piorou. E o transporte ferroviário é utilizado em apenas 3,5% considerando todos os meios de transporte.

Segundo ele, o Governo Federal investiu R$ 2,1 bilhões em expansão de transporte público, por meio do PAC I (Projeto de Aceleração do Crescimento), mas apenas 46% do plano está pronto.

Com o PAC II, a premissa é investir R$ 18 bilhões até 2014; no entanto, aponte ele, a prioridade não é do modal ferroviário. Ele denuncia ainda que a Índia, país emergente, injetará US$ 400 bilhões no setor de transporte nos próximos anos - números muito maiores do que os apresentados pelo governo brasileiro, ressalta o consultor.

Pablo Barrio Arconada, do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), afirmou que a grande questão atualmente é que a legislação atual é um dos fatores que dificultam a aprovação de verbas para projetos como a expansão dos transportes públicos, incluindo o metrô.

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