domingo, 11 de setembro de 2011

TRIP Linhas Aéreas

10/09/2011 - Aviação Brasil

Com 78% do mercado regional, a Trip é a maior companhia regional em operação no Brasil. Tal percentual a classifica como a quinta maior empresa de aviação brasileira, atrás apenas da Tam, Gol, Azul e Webjet. Em 2010 transportou 2.719.017  passageiros, 36.5% mais que em 2009, com um aproveitamento de 62%.

A Trip voa desde 1998, quando recebeu seu primeiro Embraer 120, sua primeira aeronave, responsável por transportar 18.053 passageiros naquele ano. Em 10 de novembro de 1999 o ATR 42 passou a fazer parte da frota da empresa, realizando uma parceria de sucesso, reflexo nos dias atuais.  Em 2001, entrou na rede postal, utilizando o Boeing 737-200 da Taf, sob arrendamento para este serviço. Em 2003 a Trip também estava utilizando nos vôos da RPN um Boeing 727-200 da Total, seu Embraer 120 e os ATR 42. A RPN passou a ser um importante gerador de receita para a companhia. Em 2004 realizou um acordo com a Tam para distribuição/alimentação de vôos.
No dia de 2 de maio de 2005 a empresa recebeu autorização do DAC para operar vôos na região norte do Brasil. Em janeiro de 2007 fechou um contrato de compra de 12 aeronaves modelo ATR 72-500, sendo sete encomendas firmes mais cinco opções. O valor do contrato para as encomendas firmes foi de US$ 125 milhões de dolares.
A Trip Linhas Aéreas e a Total Linhas Aéreas protocolaram em 13 de novembro de 2007 na Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) o pedido de incorporação das operações regulares de passageiros da Total pela Trip. A empresa finalizou com a Embraer um pedido para cinco jatos Embraer 175.
Sua frota é de 11 ATR 42-300, 8 ATR 42-500, 13 ATR 72-212A (Série 500), 2 ATR 72-212, 9 Embraer 175 e 5 Embraer 190. Deve receber seu primeiro ATR 72-600 ainda em 2011. Existem encomendas ainda de outros 17 ATR 72-600, 6 Embraer 170 e 14 Embraer 190.

Opera nas cidades de Alta Floresta, Altamira, Aracaju, Araçatuba, Araguaína, Araxá, Barcelos, Belém, Belo Horizonte – Confins, Belo Horizonte – Pampulha, Bonito, Brasília, Cabo Frio, Campinas, Campo Grande, Campos, Carajás, Chapecó, Coari, Corumbá, Criciúma, , Cuiabá, Curitiba, Diamantina, Dourados, Eirunepé, Fernando de Noronha, Florianópolis, Fonte Boa, Foz do Iguaçu, Goiânia, Governador Valadares, Humaitá, Ilhéus, Ipatinga, Itaituba, Ji-Paraná, Joinville, Juiz de Fora, Lábrea, Lençóis, Londrina, Macaé, Maceió, Manaus, Marabá, Marília, Maringá, Montes Claros, Natal, Palmas , Parintins, Patos de Minas, Petrolina, Porto Alegre, Porto Seguro, Porto Velho, Presidente Prudente, Recife, Ribeirão Preto, Rio Branco, Rio de Janeiro – S. Dumont e Galeão, Rio Verde, Rondonópolis, Salvador, Santa Isabel do Rio Negro, Santarém, São Gabriel da Cachoeira, São João del-Rei, São José do Rio Preto, São Luís, São Paulo – Guarulhos, São Paulo de Olivença, Sinop, Tabatinga, Tefé, Trombetas, Tucuruí, Uberaba, Uberlândia, Varginha, Vilhena, Vitória e Vitória da Conquista. O planejamento de novas cidades inclui Barreiras e Cascavel ainda em 2011.

sábado, 10 de setembro de 2011

Indústria no Brasil parou de crescer há 3 anos

10/09/2011 - O Estado de São Paulo, Fernando Dantas

Desde julho de 2008, a indústria cresceu apenas 1%, refletindo problemas como câmbio, custo Brasil e perda de espaço na economia

RIO - A indústria de transformação brasileira parou de crescer há três anos, freada pelo câmbio valorizado, pelo custo Brasil e pelo excesso de oferta mundial. Desde julho de 2008, logo antes do início da crise global, praticamente não houve crescimento da produção de manufaturados nem do nível de emprego no setor. Pelos números do PIB, a expansão da indústria de transformação de julho de 2008 a julho de 2011 foi de apenas 1%, comparada a 7,8% para a construção civil e 10,5% para os serviços.

Segundo a Pesquisa Mensal de Emprego (PME), que abrange as seis maiores regiões metropolitanas, o emprego industrial cresceu apenas 2,2% naquele mesmo período. Enquanto isso, o emprego se expandia em 13,7% na construção civil e 11,8% nos serviços.

A pressão sobre a indústria fica clara na migração de fábricas de empresas nacionais para o exterior, como na recente decisão da Paquetá Calçados de transferir a unidade exportadora de Sapiranga (RS) para a República Dominicana.

A desaceleração do PIB do segundo trimestre para 0,8% (3,2% em ritmo anualizado) ante os três primeiros meses do ano, na série sem influências sazonais, teve como freio principal a quase paralisia da indústria. O ritmo foi de apenas 0,2% (0,8% anualizado).

No setor industrial, porém, o item que de fato segurou o crescimento foi a indústria de transformação, com expansão nula. A transformação corresponde a 62% da indústria, e abarca todas as manufaturas. Não fazem parte da indústria de transformação o segmento extrativo-mineral, a construção civil e eletricidade, água, esgoto e limpeza urbana.

A fraqueza da indústria de transformação também fica clara no fato de que o seu nível de utilização da capacidade instalada (Nuci) pode cair abaixo da média histórica nos próximos meses, segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Todo esse quadro de enfraquecimento industrial pesou na decisão do Banco Central de cortar a taxa básica, a Selic, em 0,5 ponto porcentual, para 12%, na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom).

Mas o fato de que a paralisia já dura três anos leva alguns economistas a defender a ideia de que o problema na indústria não é conjuntural, mas sim estrutural. Nessa visão, a indústria está perdendo peso relativo dentro da economia, atingida por uma combinação de fatores que favorece a agricultura, as matérias-primas e o setor de serviços.

"A indústria da transformação hoje está no nível de três anos atrás e a inflação está fortíssima; não dá mais para fazer um diagnóstico da inflação olhando a indústria", diz Samuel Pessôa, economista da consultoria Tendências. O câmbio valorizado é apontado consensualmente como a principal causa da estagnação na indústria, ao atrair a competição importada e dificultar as exportações. A desvalorização desde junho, de 8,4%, de R$ 1,54 por dólar para R$ 1,68, é um pequeno alento, mas ainda está muito longe de resolver o problema de competitividade da indústria.

Em termos de quantidades, o Brasil exporta hoje menos produtos manufaturados do que em 2008, segundo dados da Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex). A queda, comparando o primeiro semestre de cada ano, é de 17%.

Já a participação da indústria de transformação no total exportado caiu, entre 2008 e o primeiro semestre de 2011, duas vezes mais que entre 2002 e 2008, em pontos porcentuais. Dessa forma, a proporção era de 80% em 2002, 70% em 2008 e 50% no primeiro trimestre de 2011.

(Colaborou Alessandra Saraiva)