quinta-feira, 31 de maio de 2012

Governo excluirá obras atrasadas para a Copa

16/05/2012 - Valor Econômico

O governo vai fazer uma faxina na listas das obras de mobilidade inseridas na matriz de responsabilidade da Copa do Mundo. A intenção do governo é retirar da matriz aqueles empreendimentos que, por conta do atraso em sua execução, já não têm nenhuma condição de ficarem prontos até junho de 2014, quando começam os jogos.

A informação foi confirmada ao Valor pelo ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro, que está à frente dos projetos de mobilidade urbana atrelados à Copa. Ao todo, são 49 obras de transporte urbano, envolvendo a construções de avenidas, de metrôs e de veículos leves sobre trilhos (VLTs), entre outros projetos.

"Estamos concluindo essa avaliação com o ministro [do Esporte] Aldo Rebelo, para que haja uma decisão que não seja contemporizadora com nada, mas que também não atrapalhe os projetos. O que queremos é ter o resultado das ações", comentou.

Segundo Aguinaldo Ribeiro, o levantamento vai mostrar claramente as obras que não já não têm nenhuma possibilidade de conclusão dentro do prazo. "No que for possível, vamos tentar vencer esses gargalos", disse.

Um relatório recente do Tribunal de Contas da União (TCU) apontou que a maior parte das 48 obras de mobilidade urbana previstas para a Copa do Mundo está com o cronograma absolutamente comprometido e que muitas não deverão ficar prontas no prazo. Até o início deste mês, sete cidades-sedes ainda não tinham iniciado suas obras de mobilidade: Brasília, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Natal, Porto Alegre e Salvador.

No caso de Brasília, o próprio governo já admitiu publicamente que a construção do VLT previsto para o Plano Piloto não será entregue no prazo. Atualmente, o que existe no local é um canteiro de obras paralisado, situação que, ironicamente, só está prejudicando o trânsito da cidade. O mesmo destino pode ser dado à obra do monotrilho previsto para Manaus.

A preocupação de retirar projetos fantasmas da matriz de responsabilidade está atrelada aos benefícios que a matriz prevê. Projetos que estão na lista podem fazer uso do Regime Diferenciado de Contratação (RDC), sistema que agiliza a contratação de prestadores de serviços pelos municípios ao driblar o ritual padrão previsto pela lei das licitações. Outra vantagem é que as cidades-sedes têm suas dívidas públicas "perdoadas" para poderem contratar o financiamento das obras com a Caixa Econômica Federal (CEF). A preocupação do TCU é que, se as obras não forem entregues até 2014, não poderão mais fazer jus a esses benefícios, o que pode gerar complicações com o órgão de fiscalização.

As ações de mobilidade totalizam R$ 10,9 bilhões em investimentos. Desse montante, R$ 5,3 bilhões estão ligados a financiamento pela CEF e R$ 1,2 bilhão pelo BNDES. As contrapartidas de municípios envolvem R$ 1,4 bilhão. Nos Estados, são mais R$ 2,4 bilhões. Até início deste mês, a CEF ainda não tinha liberado sequer 5% do total previsto.

As notícias veiculadas acima, na forma de clipping, são acompanhadas dos respectivos créditos quanto ao veículo e ao autor, não sendo de responsabilidade do site Revista Ferroviária. 

Brasil cai em ranking mundial de logística

16/05/2012 - Webtranspo

País passou de 41º, em 2010, para 45º no último levantamento -

País foi mal na questão alfandegária.

O Brasil perdeu quatro colocações no ranking mundial de desempenho logístico, passando de 41º, lugar que ocupava em 2010, para 45º. O levantamento, que teve o resultado divulgado nesta terça-feira, 15, é realizado pelo Banco Mundial e contou, nesta última edição, com informações de mil operadores internacionais do setor de 155 países.

A queda brasileira aconteceu depois de ganhar 20 posições, entre a primeira e segunda edição, quando ascendeu da 61ª colocação, em 2007, para a 41ª, há dois anos. No levantamento, divulgado na terça, o Brasil teve um desempenho ruim principalmente na questão alfandegária, ficando em 78º lugar neste quesito com 2,51 pontos. A pontuação vai de um (pior) a cinco(melhor).

Se levado em consideração o ranking de dez países com “renda média-alta”, o Brasil ficou em 9º lugar, à frente apenas do México. Dentre estas nações, somente os brasileiros e tailandeses perderam lugares, enquanto África do Sul, China, Turquia, Bulgária, Chile, Tunísia e México ascenderam. A Malásia foi a única a manter a mesma posição.

De acordo com François Arvis, um dos autores do estudo, não há uma justificativa prática para a perda de posições do Brasil. Segundo o pesquisador, a probabilidade mais aceitável é que outras nações avançaram nas questões logísticas, enquanto o País tenta melhorar seus portos e sistema aduaneiro sob a pressão de um comércio e economia crescentes.

Para avaliar o desempenho logístico de cada país, o Banco Mundial leva em consideração questões alfandegárias, de infraestrutura, fretes domésticos, qualidade e competência no serviço, rastreamento, localização e pontualidade.

Neste último relatório, a pesquisa mostrou que os investimentos em logística tiveram uma queda, muito em função da crise mundial que aflige, principalmente, a Europa. No entanto, Mona Haddad, gerente setorial do Departamento de Comércio Internacional do Banco Mundial, destaca que para os avanços de um país é necessária a ampliação e melhorias neste setor.

“As empresas podem produzir bens de maneira muito eficaz, com preços muito bons, mas elas perdem essa vantagem competitiva quando enviam seus produtos para outro país, por causa de ineficiências no transporte”, destaca a executiva.

Para Haddad, as melhorias nas condições logísticas passam por investimentos em infraestrutura com uma “forte cooperação entre os setores público e privado”.