sábado, 21 de julho de 2012

Governo federal pode excluir obras de transporte público do projeto Copa

20/07/2012 - Folha de São Paulo

O governo federal estuda excluir quatro obras de transporte público, de R$ 2,1 bilhões, do projeto Copa-2014 em razão de atrasos e dificuldades para saírem do papel.

A decisão final deve sair só em outubro. Se ficarem fora da Copa, perderão prioridade na liberação de dinheiro.

As obras -em Cuiabá (MT), Natal (RN) e Manaus (AM)- foram classificadas pelo ministro Aguinaldo Ribeiro (Cidades) como “no vermelho”.

De acordo com o ministro, elas serão submetidas a uma avaliação de técnicos e, caso o cronograma permaneça com atraso significativo, poderão ser retiradas da Copa.

“Existem duas coisas: o contrato de financiamento e a questão da entrega da obra específica com data para a Copa do Mundo. Nossa equipe técnica fará essa avaliação para ver se haverá esse prazo dentro da obra”, disse ontem.

A obra mais cara que pode ficar de fora é o veículo leve sobre trilhos (VLT) de Cuiabá, principal projeto de mobilidade da cidade.

Com custo estimado em R$ 1,2 bilhão, não teve nenhum centavo gasto até maio. A entrega é prevista para janeiro de 2014.

Em Natal, são duas intervenções, que somam R$ 560 milhões. Até maio nada havia sido gasto. Uma delas é o corredor de acesso à Arena das Dunas, previsto para dezembro de 2013.

Já a reestruturação da Avenida Roberto Freire deve ser concluída um mês antes da Copa-2014.

Em Manaus, o BRT (ônibus sobre trilhos) tem custo estimado em R$ 290 milhões -até agora, o governo só gastou R$ 5 milhões, para fazer o projeto. A previsão de entrega é março de 2014.

O ministro disse que poderia ficar de fora também o VLT de Brasília, cuja obra foi embargada pela Justiça. A assessoria do ministério, contudo, corrigiu a informação e disse que a obra está no “amarelo”, já que pode ficar pronta a tempo caso a Justiça libere.

Segundo a pasta, 36% dos projetos de mobilidade para a Copa estão com “alerta amarelo”, enquanto 56% estão dentro do cronograma. No total, estão previstas 51 obras de transporte público.

Fonte: Folha de S. Paulo, Por Kelly Matos e Filipe Coutinho

Quatro sedes têm atraso em obras de mobilidade para a Copa

19/07/2012 - Agência Brasil

Segundo ministro das Cidades, problemas atingem 8% dos trabalhos previstos; 36% precisam de atenção

Faltando dois anos para a Copa do Mundo de 2014, 8% das obras de mobilidade urbana prevista para serem concluídas até o início do evento estão atrasadas. Outras 36% estão em ritmo que requer atenção e 56% estão em ritmo adequado. Os dados são de balanço apresentado hoje (19) pelo ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro.

Os locais com obras de mobilidade urbana atrasadas são Natal, Cuiabá, Manaus e o Distrito Federal. Nesse último, a licitação que faltava para as obras do veículo leve sobre trilhos (VLT) foi concluída na semana passada. Com isso, o DF pode deixar a lista das unidades com obras em atraso, segundo o ministro Aguinaldo Ribeiro.

Em Natal, os problemas estão relacionados ao atraso na entrega de projetos, desapropriação de terras, falta de licenciamentos e intervenção do Ministério Público do Rio Grande do Norte. Em Cuiabá, as dificuldades são com desapropriação, falta de licenças ambiental e de instalação e também de projetos executivos. Na cidade de Manaus, há entraves envolvendo o patrimônio histórico e questionamento quanto ao formato da licitação.

“Em outubro, haverá uma nova avaliação do ponto de vista da Copa para ver se haverá comprometimento. Estamos trabalhando para que não haja”, disse o ministro. O balanço sobre as obras de mobilidade para a Copa de 2014 foi divulgado durante o evento que lançou o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Mobilidade Médias Cidades, no Palácio do Planalto.

Brasília e outras três capitais estão com obras de mobilidade para a Copa de 2014 atrasadas

19/07/2012 - Agência Brasil

Faltando dois anos para a Copa do Mundo de 2014, 8% das obras de mobilidade urbana prevista para serem concluídas até o início do evento estão atrasadas. Outras 36% estão em ritmo que requer atenção e 56% estão em ritmo adequado. Os dados são de balanço apresentado hoje (19) pelo ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro.

Os locais com obras de mobilidade urbana atrasadas são Natal, Cuiabá, Manaus e o Distrito Federal. Nesse último, a licitação que faltava para as obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) foi concluída na semana passada. Com isso, o DF pode deixar a lista das unidades com obras em atraso, segundo o ministro Aguinaldo Ribeiro.

Em Natal, os problemas estão relacionados ao atraso na entrega de projetos, desapropriação de terras, falta de licenciamentos e intervenção do Ministério Público do Rio Grande do Norte. Em Cuiabá, as dificuldades são com desapropriação, falta de licenças ambiental e de instalação e também de projetos executivos. Na cidade de Manaus, há entraves envolvendo o patrimônio histórico e questionamento quanto ao formato da licitação.

“Em outubro, haverá uma nova avaliação do ponto de vista da Copa para ver se haverá comprometimento. Estamos trabalhando para que não haja”, disse o ministro. O balanço sobre as obras de mobilidade para a Copa de 2014 foi divulgado durante o evento que lançou o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Mobilidade Médias Cidades, no Palácio do Planalto.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Sem ferrovias, café é transportado por caminhões

17/07/2012 - Globo News

A produção de café brasileira, a maior do mundo, se viu obrigada a trocar os trilhos pelo asfalto no caminho até a casa do consumidor. E justamente o café, que contribuiu para a expansão da malha no passado, hoje sofre coma falta de investimentos no setor.

Acesse o link e assista o vídeo:  http://g1.globo.com/globo-news/jornal-das-dez/videos/t/todos-os-videos/v/sem-ferrovias-cafeicultores-pagam-transportar-cafe-por-caminhao/2045795/

terça-feira, 10 de julho de 2012

Setor metroferroviário quer redução da tarifa de energia elétrica

Yuf10/07/2012 - Porto Gente

O trabalho integrado entre entidades, operadores dos sistemas e a indústria metroferroviária, fortalece a ANPTrilhos na busca pela promoção do constante desenvolvimento e aprimoramento do transporte de passageiros sobre trilhos no país.

Para fomentar o desenvolvimento do transporte de passageiros sobre trilhos, o governo brasileiro precisa adotar medidas fundamentais. No primeiro plano, estão a redução da tarifa de energia elétrica metroferroviária, a desoneração da folha de pagamentos e a intensificação da produção da indústria nacional do setor.

Esses e outros itens fazem parte de uma série de propostas apresentada a parlamentares na Câmara dos Deputados, em Brasília, pela Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros sobre Trilhos (ANPTrilhos). Para o presidente da entidade, Joubert Flores, o lançamento daAgenda Legislativa Metroferroviária, como documento, pretende reforçar as solicitações do setor, que podem ser atendidas com a ajuda do Congresso Nacional. De acordo com ele, o trabalho integrado entre entidades, operadores dos sistemas e a indústria metroferroviária, fortalece a ANPTrilhos na busca pela promoção do constante desenvolvimento e aprimoramento do transporte de passageiros sobre trilhos no país.

A reunião entre a associação e parlamentares teve apoio das Comissões de Viação e Transportes (CVT) e de Desenvolvimento Urbano (CDU) da Câmara dos Deputados. Estiveram presentes no evento, dentre outros parlamentares e autoridades, o presidente da Comissão de Viação e Transportes, deputado Washington Reis, o vice-presidente da Comissão de Desenvolvimento Urbano, deputado Leopoldo Meyer, e o presidente da Autoridade Pública Olímpica, Márcio Fortes.

Segundo a Agenda Legislativa Metroferroviária, o maior gargalo do setor, atualmente, passa pela questão do investimento, considerando a necessidade de implantação de novos sistemas; a expansão da malha existente; e a modernização dos sistemas e da frota de trens.

Infraestrutura
A malha metroferroviária urbana brasileira chega próxima aos 990 km. O Estado de São Paulo é o que tem a maior rede, com aproximadamente 330 km, seguido pelo Rio de Janeiro, que soma 316 km.

Com informações da Agencia CNT

sábado, 7 de julho de 2012

Chineses cobram estrutura logística do Porto do Açu

05/07/2012 - O Estado de São Paulo

A chinesa Wuhan Iron & Steel (Wisco) negou ontem oficialmente que tenha desistido do projeto de construção de uma siderúrgica de US$ 5 bilhões no Brasil - o Porto do Açu, em São João da Barra, no litoral norte do Rio de Janeiro -, mas um representante da empresa afirmou que há dificuldades relacionadas à infraestrutura brasileira, em especial o atraso na construção de uma ferrovia de 300 km que abasteceria a usina.

"Nós esperamos que o lado brasileiro cumpra a promessa de construir a ferrovia. Isso teve influência negativa sobre a nossa cooperação", declarou ao Estado Peng Weike, diretor da Wisco responsável pelas operações no Brasil.

O investimento seria realizado em conjunto com a EBX, de Eike Batista, e teria capacidade de produção de 5 milhões de toneladas de aço por ano. Assinado em 2009, o acordo entre as duas partes previa que a usina entraria em operação em 2012. Mas até agora, nem os estudos de viabilidade econômica, que inicialmente deveriam ter ficado prontos em 2010, foram concluídos.

Na terça-feira, o jornal chinês 21st Century Business Herald divulgou reportagem segundo a qual a Wisco havia desistido da empreitada. A informação foi atribuída a duas fontes que não revelaram suas identidades. Se concretizado, o projeto da siderúrgica esse será um dos maiores investimentos já realizados pela China no Brasil.

"Nós não desistimos do projeto. Não sei de onde o jornal tirou a informação, mas posso dizer que ela não é verdadeira", afirmou Sun Jin, diretor de relações com a imprensa internacional da Wisco. Na terça-feira, o empresário Eike Batista já havia dito, no Twitter e em entrevistas à imprensa, que a informação não era verdadeira. "Não cabe a mim responder por eles, mas eles desmentiram. Isso não está correto", disse ele ao Estado.

Segundo Peng, da Wisco, a demora na concretização dos planos se deve à necessidade de avaliação de todos os "riscos" envolvidos na operação, entre os quais o jurídico, o operacional e o econômico. "É um investimento muito grande e temos que ser cautelosos antes de tomar uma decisão."

Transporte. O maior problema do projeto parece mesmo ser a infraestrutura. Peng, o chefe das operações no Brasil, disse que há dificuldades no transporte de matérias-primas e minério de ferro para o local onde a siderúrgica seria instalada. "Se quiser atrair mais investimentos, eu acho que o governo brasileiro deveria ver que esse é um elemento muito importante, que afeta as decisões de investimentos", observou.

Peng ressaltou que o lado brasileiro prometeu construir a ferrovia de 300 km "o mais rápido possível", mas até agora isso não ocorreu. Ele acrescentou que é difícil saber quando o estudo de viabilidade econômica estará concluído, porque há muitos elementos "incertos".

O embaixador do Brasil na China, Clodoaldo Hugueney, disse que visitou a sede da Wisco há cerca de um mês e ouviu que os planos de associação com o grupo de Eike Batista estavam mantidos, ainda que o investimento não deva ocorrer de forma imediata.

Eike afirma que acordo não prevê ferrovia

Apesar de Peng Weike, diretor da Wisco responsável pelas operações no Brasil, insistir na importância da construção da ferrovia para transporte do minério a ser produzido no projeto Porto do Açu, no Rio de Janeiro, o empresário Eike Batista, presidente do grupo EBX, disse na terça-feira, em entrevista ao 'Estado', que o acordo com a siderúrgica nunca incluiu a cláusula logística. "Não tem nada a ver. (A ferrovia) nunca fez parte do acordo", afirmou o empresário.

No entanto, o projeto, que deveria entrar em operação ainda este ano, enfrenta outras dificuldades para sair do papel. O próprio Eike Batista admitiu, em entrevista concedida há cerca de três meses, que a entrada definitiva da Wisco depende de uma definição da OGX - companhia de petróleo do grupo EBX - sobre a disponibilidade de gás para a operação da siderúrgica.

domingo, 1 de julho de 2012

Brasil adota rumo contraditório para a infraestrutura

20/06/2012 - Valor Econômico

A infraestrutura que o Brasil constrói é no mínimo contraditória com a transição para uma economia de baixo carbono. A posição foi defendida por especialistas ambientais no fórum Humanidade 2012, um dos eventos paralelos da Rio+20, promovido pelas federações das indústrias de São Paulo (Fiesp) e do Rio de Janeiro (Firjan). O país, ao mesmo tempo em que promove o desenvolvimento de energias alternativas, continua a dar prioridade à produção de combustíveis fósseis. A última grande contradição, segundo os ambientalistas, foi a concessão de incentivos fiscais, com a redução do Imposto sobre Produto Industrializado (IPI) na venda de automóveis para aquecer o consumo.

"A infraestrutura que se tem construído no Brasil é o inverso da sustentabilidade e da economia de baixo carbono. Quase metade do R$ 1,5 trilhão de investimentos previstos no país até 2015 é para combustíveis fósseis. Apenas R$ 30 bilhões de um total de R$ 340 bilhões destinados à infraestrutura de transportes são para metrô", disse Ricardo Abramovay, professor da Faculdade de Economia da Universidade de São Paulo (USP).

"Há um foco sustentável na infraestrutura do setor enérgico, mas em transporte e saneamento não", afirmou Marilene Ramos, presidente do Instituto Estadual do Ambiente do Rio de Janeiro (Inea). "Há quase um movimento tático de resposta do governo às intempéries econômicas com soluções que não têm nenhum diálogo com o meio ambiente, como a redução de IPI para os carros, além de uma pressão no Legislativo para um retrocesso em conquistas ambientais dos últimos vinte anos, como o Código Florestal", completou o consultor Tasso Azevedo.

O seminário "Infraestrutura e Sustentabilidade" reuniu na manhã de sábado representantes do setor empresarial, ambientalistas e consultores no Forte de Copacabana. Os empresários ouviram um pedido para que a indústria tentasse influenciar as demandas do setor público com materiais sustentáveis. Os ambientalistas defendem que o papel da indústria não é apenas construir a infraestrutura, mas também pressionar para que ela seja sustentável.

"Acho que vocês empresários têm escolhas que muitos de nós consumidores não temos. Vocês podem se tornar os maiores fornecedores de aço para carros ou deixar o legado de ser os maiores fornecedores de aço para o transporte público", disse Ana Toni, presidente do Conselho do Greenpeace.

Dirigentes da Fiesp e da Firjan se propuseram a aprofundar o debate sobre a sugestão. Uma das ideias é que as empresas se antecipem às licitações públicas para influenciar as determinações sobre prazo de construção e uso de materiais previstos no edital de uma obra.

"A participação das empresas na fase de elaboração dos editais poderia ter evitado os impactos sociais da construção das usinas hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau, no Rio Madeira, na Amazônia, ou, em escala mais local, o estímulo à construção de garagens nas cidades quando deveria ser o contrário", afirmou o consultor ambiental Tasso Azevedo.

A urgência da necessidade de preservação do planeta, a partir da informação de que a degradação ambiental avança mais rápido que as conquistas obtidas até agora, pautou parte dos debates do seminário. Um dos dados aponta para o fato de o Brasil ter conseguido nos últimos quarenta anos um declínio na emissão dos gases de efeito-estufa pela indústria do cimento em 30%, mas as emissões globais aumentaram 200% por conta do aumento da produção de cimento.

"É preciso uma estratégia coerente e nacional de política pública voltada para a implantação de uma infraestrutura de baixo carbono, não apenas iniciativas isoladas", disse Ana Toni.

Se não tivermos uma mudança na forma como são aplicados os recursos públicos e um choque de regulação no setor de saneamento, por exemplo, exigindo boa qualidade dos serviços prestados, não teremos sustentabilidade nem na aplicação dos investimentos", afirmou Marilene Ramos, do Inea. "A burocracia e a demora na liberação dos recursos, da forma como estão hoje, são insustentáveis."

Para o professor Abramovay, da USP, quanto mais se investe de forma equivocada, mais caras ficam as alternativas. "Nossa infraestrutura está fortalecendo uma das piores características da vida metropolitana brasileira que é a dependência cada vez maior de um meio de transporte que não garante mobilidade, é atrasado tecnologicamente e desperdiça energia", disse. "O grande desafio não é continuar fazendo o que está sendo feito, mas promover uma rápida transição para novas formas de uso dos materiais que contribua para o efetivo bem-estar."