terça-feira, 27 de agosto de 2013

Metrôs empacam no país

17/04/2013 - Zero Hora

Não é só em Porto Alegre que o plano de ter um metrô na cidade anda em marcha lenta. Devido à complexidade de uma obra desse porte e a fracassos no passado, os projetos de metrôs em cinco capitais brasileiras, anunciados pela presidente Dilma Rousseff desde o ano passado, caíram em descrédito pela população.

O gerente do projeto estrutural do metrô de Belo Horizonte, Warlei Agnelo de Oliveira, estava confiante ontem, mas monocórdico, nas explicações sobre a futura linha subterrânea que cortará a Capital. Foi em uma pergunta que ele parou e, finalmente, riu. O que a população está achando?

– A população está ansiosa, mas também está cética... – ponderou.

Pudera. Belo Horizonte começou a construir um sistema de metrô há 15 anos, e está inacabado. A Linha 2 tem 10,5 quilômetros. O plano é finalizar esse trajeto, mas a grande expectativa em Minas é a Linha 3, que deve cruzar Belo Horizonte debaixo da terra.

Em Porto Alegre, a situação está indefinida. Enquanto a população esperava conhecer na segunda-feira o projeto escolhido para a obra do metrô, a prefeitura anunciou no mesmo dia que abriria uma nova proposta de Manifestação de Interesse. O motivo é que os dois projetos apresentados foram rejeitados, um pelo alto custo (R$ 9,5 bilhões, ante o limite de R$ 3 bilhões desejado) e o outro, por não seguir o determinado para o projeto.

Curitiba voltou à estaca zero depois que o prefeito Gustavo Fruet (PDT) se elegeu. Ele questiona o projeto do antecessor, Luciano Ducci (PSB), por causa de subsídios anuais ao sistema metroviário, que seriam de até R$ 200 milhões. Fruet criou uma comissão para avaliar o projeto, e o relatório deve ficar pronto até o início de maio.

A população de Fortaleza também não confia muito que terá uma linha de metrô completa tão cedo. Desde meados do ano passado, a Linha Sul tem operação assistida, isto é, em formato de teste, com passagem gratuita. Tudo porque faltam duas estações para a linha se concretizar. Essa é uma parte do sonho. A outra é o projeto da Linha Leste, prevista para 2020.

Em Salvador, o prefeito ACM Neto (DEM) deve oficializar na semana que vem a transferência, para o governo do Estado, do maior abacaxi que a Capital tentava descascar nos últimos 13 anos. A Linha 1 do metrô conta com 6,6 quilômetros e quatro estações desde então. Até a Copa de 2014, espera-se que se consiga ampliar a obra.

Nenhum comentário:

Postar um comentário