sexta-feira, 18 de outubro de 2013

União conclui R$ 37,6 bi em obras de transporte

17/10/2013 - Ministério dos Transportes

As obras de transporte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2), do governo federal, seguem facilitando o tráfego nas rodovias de todo o país. De acordo com o 8º balanço do programa, divulgado nesta quinta-feira (17/10), 2.643 quilômetros de rodovias foram concluídos no Brasil até o último dia 31 de agosto, seguindo a previsão desta segunda fase. O programa concluiu ações no valor de R$ 37,6 bilhões em transporte.

Entre as obras finalizadas neste ano estão a construção do Contorno de Vitória na BR-101/ES; a duplicação da BR-050/MG entre as cidades mineiras de Uberlândia e Araguari; a pavimentação da BR-487/PR entre Cruzeiro do Oeste e Tuneiras do Oeste, no Paraná; a duplicação da BR-101/PE entre a divisa de Pernambuco com a Paraíba e Igarassu; e a construção da BR-158/MT entre Alô Brasil e Ribeirão Cascalheira (MT).

Outros 7.150 quilômetros de rodovias estão com as obras em andamento, entre duplicação, adequação, construção e pavimentação de vias. A duplicação da BR-101/SC entre Palhoça e a divisa com o Rio Grande do Sul, por exemplo, já está com 98% das obras executadas e sua conclusão está prevista para dezembro deste ano. No total, são 2.643 quilômetros de duplicação e adequação e 4.507 quilômetros de construção e pavimentação sendo executados em todo o país. Os Contratos de Restauração e Manutenção Rodoviária (Crema) representam 66% dos contratos de manutenção que estão em execução em 51.790 quilômetros de rodovias.

Ferrovias – Somente no PAC 2, foram construídos 639 quilômetros de ferrovias na segunda fase. No segundo quadrimestre de 2013, foi concluída a construção dos 84 quilômetros restantes da Ferronorte entre Rondonópolis e Alto Araguaia, no Mato Grosso, incluindo o Pátio Intermodal de Rondonópolis, considerado o maior centro de infraestrutura logística da América Latina. A obra irá facilitar o escoamento da produção de grãos do Mato Grosso até o Porto de Santos.

Hidrovias – Em hidrovias, o destaque do segundo semestre de 2013 é o avanço na execução das obras de ampliação do vão da ponte da SP-425, que já está com 83% realizados, e a proteção de pilares da ponte da SP-333 na Hidrovia do Tietê, em São Paulo, cuja realização já chega a 35%. No total, oito terminais hidroviários foram concluídos no PAC 2 e outros 13 estão em execução, como o Terminal de Iranduba no Rio Solimões (AM).

Execução global do PAC 2 – De acordo com o 8º balanço do PAC 2, o programa segue com o ritmo adequado ao seu tempo de implantação, tendo executado 67,2% das obras previstas para o quadriênio 2011-2014. Até 31 de agosto de 2013, a execução global atingiu R$ 665 bilhões de investimentos em infraestrutura logística, social e urbana. O valor das obras concluídas, na ordem de R$ 488,1 bilhões, corresponde a 69% das ações previstas e é 25,6% superior ao resultado apresentado no 7º balanço, em junho de 2013, quando o volume de ações concluídas era de R$ 388,7 bilhões.

A ministra do Planejamento, Orçamento e Gestão, Miriam Belchior, comemorou os resultados obtidos. "Até agosto de 2013, a execução do PAC 2 já está superior a toda a execução do PAC 1, realizado em 2007 e 2010. Também já concluímos 67,2% do que estava previsto em todo o programa até o final de 2014", disse.

Governo recua na promessa de R$ 50 bi para mobilidade

18/10/2013 - Valor Econômico

O governo federal recuou parcialmente de promessa feita pela presidente Dilma Rousseff após as manifestações de junho e não se compromete mais com investimentos adicionais de R$ 50 bilhões em projetos de mobilidade urbana nas grandes cidades até o fim de 2014. Dilma havia feito o anúncio como resposta à onda de protestos que teve a qualidade dos transportes públicos como um dos estopins.

Ontem, durante divulgação de novo balanço quadrimestral do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), os dois ministros responsáveis por receber as demandas de Estados e municípios para obras como linhas de metrô e corredores exclusivos de ônibus reconheceram que não há uma previsão clara de como e quando esses investimentos serão feitos. A explicação de Miriam Belchior (Planejamento) e Aguinaldo Ribeiro (Cidades) é que faltam projetos de engenharia e estudos de viabilidade econômica em quantidade suficiente para usar os recursos anunciados. Também lembraram o fato de que os próprios governos estaduais e municipais têm alegado dificuldades para executar várias obras simultaneamente.

"Não podemos achar que, em um piscar de olhos, essas obras ficarão prontas", disse Miriam. Ribeiro acrescentou que não havia mais grandes investimentos em mobilidade no país e, no momento de retomá-los, perceberam a carência de projetos na prateleira. "Daí porque não temos como fazer uma previsão (de liberar recursos)", resumiu o ministro. Ele diz, porém, que sua pasta tem conversado "diariamente" com prefeitos e governadores para tirar o atraso.

Miriam informou que a União recebeu demandas de R$ 84,4 bilhões até agora, mas ressaltou: "Parte considerável não possui projetos". Ela listou critérios do governo para priorizar os pedidos levados a Brasília por Estados e municípios. Empreendimentos de alta e média capacidade (como metrô e BRT), que atendam áreas com população de baixa renda e tenham integração com outros modais saem na frente.

Segundo a ministra, foi possível selecionar 23 empreendimentos até agora, que se transformaram em anúncios de R$ 13,4 bilhões. Eles envolvem investimentos como corredores de ônibus no município de São Paulo, o monotrilho do ABC Paulista, o sistema de veículos leves sobre trilhos (VLT) da zona portuária do Rio de Janeiro e linhas de metrô em Salvador e Porto Alegre - parte das obras não têm sequer editais de licitação publicados e o anúncio é apenas um compromisso futuro de liberar verbas.

Já estão sendo liberados, conforme informou Miriam Belchior, outros R$ 169 milhões para a elaboração de projetos de engenharia (básicos e executivos) e estudos de viabilidade técnica-econômica de 19 empreendimentos. A expectativa do governo é que esses estudos e projetos venham a alavancar obras de mobilidade urbana orçadas preliminarmente em R$ 7 bilhões.

Miriam deixou claro que é impossível, diante de todas as limitações, liberar efetivamente até o fim de 2014 os R$ 50 bilhões prometidos. Ela também evitou fazer uma estimativa de quanto disso será em recursos a fundo perdido do Orçamento Geral da União (OGU) e quanto será em financiamentos a taxas privilegiadas, com recursos do FGTS, via Caixa Econômica Federal (CEF).

Para ilustrar como muitas cidades estão com dificuldade em contratar mais obras, a ministra relatou uma conversa que teve com o prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda. Ele teria dito que a capital mineira não tem como iniciar novas intervenções urbanas, que fecham vias e causam transtornos à população, até meados de 2014. "Depois que fica pronta, todo mundo fica feliz, mas uma obra de mobilidade urbana mexe com a vida das cidades", afirmou Miriam. Entre pedidos estaduais e municipais, a região metropolitana de Belo Horizonte apresentou demandas de R$ 7,4 bilhões ao governo, que contemplam corredores de ônibus e duas novas linhas de metrô.

O balanço do PAC divulgado ontem foi o primeiro após as manifestações. O relatório anterior havia sido publicado no dia 10 de junho, às vésperas do início dos protestos. Desta vez, houve mais espaço à descrição de ações oficiais para aumentar investimentos em transportes coletivos.

Durante a entrevista, os ministros chegaram a expor slides com fotografias de uma obra do metrô de São Paulo - a extensão da Linha 5-Lilás - que é tocada pelo governo estadual de São Paulo, do PSDB. Parte do financiamento é do BNDES. Também foram mostradas as obras da Linha 17-Ouro, o monotrilho da zona sul, que ligará o aeroporto de Congonhas ao metrô. Para construí-lo, o governo paulista tomou empréstimo da CEF, mas não há recursos federais a fundo perdido. Questionada sobre isso, Miriam explicou que há suporte financeiro da União nesses empreendimentos e fez questão de lembrar sua passagem como secretária municipal em Santo André (SP), no início da década passada. "Não tínhamos nenhum apoio."

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

No transporte, a origem da revolta no Brasil

30/06/2013 - O Globo

O GLOBO acompanhou usuários de trem, ônibus e metrô de quatro capitais: Rio, São Paulo, Recife e Manaus, em busca de detalhes sobre as dificuldades enfrentadas

Usuários do sistema contam suas histórias no dia a dia do caótico serviço prestado em quatro capitais Num momento em que, pressionados pelas ruas, prefeituras de diversas cidades brasileiras discutem e fazem propostas com o objetivo de melhorar o transporte público, acompanhar o calvário de moradores da periferia das grandes cidades mostra como o caminho a percorrer é longo.

São estes os brasileiros que mais sofrem com a precariedade desses serviços e os que mais perdem tempo no caos urbano, segundo especialistas na área. O GLOBO acompanhou usuários de trem, ônibus e metrô de quatro capitais: Rio, São Paulo, Recife e Manaus, em busca de detalhes sobre as dificuldades enfrentadas. São muitas e vão muito além do preço da passagem, que caiu em capitais de todas as regiões após os protestos que varreram o Brasil neste histórico mês de junho de 2013.

O movimento, que teve como berço a mobilização em São Paulo, acabou por neutralizar também reajustes em praças de pedágio. Sem contar o aperto no ônibus - ou nas diversas conduções que devem ser tomadas para chegar e voltar do trabalho ou da escola -, o usuário do sistema perde, às vezes, seis horas diárias para alcançar seu destino, mesmo residindo em regiões metropolitanas de grandes cidades.

Estão muito longe de ser brasileiros dos grotões. Gente pobre diz, inclusive, que faria o sacrifício de gastar um pouco mais com transporte coletivo, desde que tivesse um serviço com o mínimo de qualidade. Porém, a realidade é um elogio à precariedade. No Rio, na linha 484, a viagem leva uma hora. O percurso é de apenas 13 quilômetros. Para Fábia, diarista, já são nove anos no calvário do transporte coletivo do Rio, que, tal como em outras cidades, é alvo, agora, de comissões parlamentares de inquérito para investigar as misteriosas planilhas de custo das empresas, que receberam concessões públicas para administrar o serviço.

Em Recife, o GLOBO ouviu o relato desolador de uma trabalhadora que viaja 30 quilômetros em uma "temperatura do inferno" para chegar ao trabalho. - Na época de chuva, as pessoas fecham os vidros para não se molharem. O resultado é que, no salão do ônibus, a temperatura é a mesma do inferno. Os relatos só reforçam o grito das ruas: a necessidade de melhorias urgentes. Como em Manaus, cuja solução para os inúmeros problemas do sistema é o Bus Rapid Transit (BRT) que, por lá, não tem previsão de sair do papel.

Fonte: O Globo

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Promessa de mais R$ 50 bi para transporte

25/06/2013 - O Estado de São Paulo

Na abertura de reunião com prefeitos e governadores, a presidente Dilma Rousseff prometeu R$ 50 bilhões para melhorias em trânsito e transporte público. Anunciado sob pressão de manifestantes em todo o País, o investimento, volumoso, contrasta com a execução orçamentária acanhada do governo federal nos últimos anos: só 15% da verba prevista no Programa de Mobilidade Urbana saiu do cofre.

"Decidi destinar mais R$ 50 bi para novos investimentos", afirmou Dilma. Ela sustentou que nos últimos anos o Brasil tem tido "grande investimento" em transporte coletivo. E defendeu a participação da sociedade na discussão política sobre os rumos do setor. Para isso, anunciou a criação do Conselho Nacional de Transporte Público, com integrantes da sociedade civil e usuários.

A presidente ressaltou que o governo manteve congeladas as tarifas de metrô e trens operados pelo governo federal desde 2003. "Desoneramos também o IPI para compra de ônibus, estamos dispostos agora a ampliar a desoneração do PIS e Cofins sobre óleo diesel dos ônibus e a energia elétrica consumida por metrôs e trens. Esse processo pode ser fortalecido pelos Estados e os municípios com a desoneração de seus impostos", prosseguiu.

Desde 2005, R$ 8 bilhões foram previstos em orçamento para o Programa de Mobilidade, mas só R$ 1,2 bilhão foi efetivamente gasto. No governo Dilma, R$ 5,7 bilhões foram disponibilizados - dos quais R$ 489 milhões pagos. Os dados são do Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi), do governo federal. O programa banca melhorias nos sistemas de transporte e trânsito das grandes cidades, além da expansão do sistema viário.

Desempenho. Em 2011, primeiro ano de mandato da presidente, o governo previa gastar R$ 650 milhões, mas R$ 12,9 milhões (1,9%) foram usados. Foi o pior desempenho na execução do programa desde 2005. Em 2012, o governo gastou 9,7% do previsto: R$ 271 milhões, de um total de R$ 2,78 bilhões.

Para apoiar projetos de transporte coletivo urbano, por exemplo, havia R$ 1,2 bilhão reservado, sendo que R$ 1,6 milhão foi aplicado. Para modernizar sistemas da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), que opera o metrô de cidades como Belo Horizonte, havia R$ 250 milhões em caixa e R$ 3,4 milhões foram usados.

Fora os recursos do orçamento, o governo abriu nos últimos anos linhas de crédito em bancos oficiais, como a Caixa, para destravar os sistemas de transporte e trânsito das cidades-sede da Copa. As obras foram apresentadas como legado do evento. O balanço mais recente do Tribunal de Contas da União, que as monitora, mostra que, dos 41 projetos bancados pela Caixa, ao custo de R$ 4,8 bilhões, 23 haviam recebido algum recurso até fevereiro, com desembolso de R$ 1,3 bilhão ou 27% do total.

O ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro, admitiu que a qualidade dos serviços precisa melhorar. "Nós temos hoje uma prestação de qualidade de serviço no transporte urbano muito deficiente", reconheceu, ponderando, contudo, que a responsabilidade de gerir o transporte público é de Estados e municípios. "Temos hoje recursos alocados e destinados para este investimento. Não estamos falando de futuro, estamos falando de presente", ressaltou, ao observar que já há R$ 30 bilhões em recursos federais contratados pelos demais entes federados.

Fonte: O Estado de S. Paulo
Publicada em:: 25/06/2013

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Trecho da Ferrovia Norte-Sul deve ser concluído em 2014

14/10/2013 - Bom Dia GO

Segundo a Valec, o trecho entre Palmas (TO) e Anápolis deve ficar pronto no primeiro semestre de 2014. A notícia anima empresários da região.

Clique no link e assista a reportagem:

http://globotv.globo.com/tv-anhanguera-go/bom-dia-go/v/trecho-da-ferrovia-norte-sul-deve-ser-concluido-no-proximo-ano-em-anapolis/2886303/

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Pioneiro no setor, Brasil não investe desde os anos 1980

01/10/2013 - Brasil Econômico

Hoje extremamente defasado, o sistema ferroviário brasileiro já foi um promissor meio de propulsão da economia do país. Em 1828, quando a Inglaterra se preparava para trocar o sistema de tração animal por locomotivas a vapor, o Brasil já promulgava a Lei José Clemente, autorizando a construção de estradas de ferro no país por empresários nacionais e estrangeiros.

Pouco depois, em 1835, surgiu a Lei Feijó, autorizando a concessão de Ferrovias unindo o Rio de Janeiro às províncias de Minas Gerais, Bahia e Rio Grande do Sul. A primeira Ferrovia brasileira, com 14,5 km de extensão, foi inaugurada dez anos mais tarde: localizava-se ao fundo da baía da Guanabara, atualmente município de Magé (RJ), o empreendimento de Irineu Evangelista de Souza, que futuramente seria o Barão de Mauá.

A segunda estrada de ferro, inaugurada em 1958, foi a Recife and São Francisco Railway Company, entre Recife e Cabo (PE). Ela marca também o início da instalação da primeira empresa inglesa no país. No mesmo ano, houve a conclusão do primeiro segmento, entre o Rio de Janeiro e Queimados, na Baixada Fluminense, daquela que seria por muitos anos a mais importante Ferrovia do Brasil: a Estrada de Ferro D. Pedro II, mais tarde E. F. Central do Brasil.

Em 1882, foi realizado o I Congresso de Estradas de Ferro no Brasil, que contou com a presença do imperador D. Pedro II em todas as suas treze sessões. Em 1912, é inaugurada a E. F. Madeira - Mamoré, tida como um dos mais difíceis empreendimentos do Brasil. Dez anos depois, ocorre a eletrificação do trecho Campinas - Jundiaí, da Ferrovia Paulista, evento pioneiro no Brasil. Em 1930, são eletrificadas as linhas de subúrbio do Rio de Janeiro, operadas pela E. F. Central do Brasil.

Entre os anos 1930 e 1960, o ritmo das construções diminuiu e as Ferrovias passaram a ser, em sua maioria, estatais. Entre os acontecimentos importantes, está a criação, em 1942, da Cia. Vale do Rio Doce, que absorveu a E. F. Vitória -Minas (EFVM), que se tornou em pouco tempo a mais importante Ferrovia do país, responsável pelo escoamento de minério de ferro para o porto de Tubarão.

Em 1950, foi inaugurada a E. F. Amapá, na bitola internacional (1.435mm) e única no Brasil, destinada ao escoamento de manganês na Serra do Navio, no então território e hoje estado do Amapá. Foi também criada a Rede Ferroviária Federal S.A. (RFFSA), resultado da aglutinação de quase duas dezenas de Ferrovias controladas pelo governo federal.

Em 1971, foi criada a Ferrovia Paulista S. A. (Fepasa), pela aglutinação de cinco Ferrovias estaduais (Paulista, Sorocabana, Mogiana, Araraquarense e São Paulo - Minas) . Em 1978, foi dado início à implantação da E. F. Trombetas, objetivando o transporte de bauxita no estado do Pará. Um ano depois, no mesmo estado, é inaugurada a E. F. Jari, destinada a dar suporte à produção de celulose.

Em 1980, no entanto, já tinham sido erradicados cerca de 8.000km de linhas férreas no Brasil, processo iniciado no início dos anos 1960, com os governos militares.

Em 1985, foi inaugurada a E. F. Carajás (EFC), no Norte do Brasil, pela Cia. Vale do Rio Doce, destinada a escoar minério de ferro do estado do Pará. Em 1987, começou a construção, no Brasil, da Ferrovia Norte - Sul, interligando os estados de Goiás, Tocantins, Maranhão e Pará. A década de 1990 foi marcada exclusivamente por privatizações.

Fonte: Brasil Econômico
Publicada em:: 01/10/2013

domingo, 13 de outubro de 2013

Fora do eixo Rio-SP, metrôs empacam

12/10/2013 - Folha de SP

Leia: Impactos à saúde são motivo para mudar sistema

Há exatos 150 anos, Londres inaugurava a primeira linha de metrô do mundo e uma nova era para o transporte de massa das metrópoles.  

Passado tanto tempo, a modalidade ainda é a solução mais indicada para grandes concentrações urbanas, mas engatinha nas principais capitais brasileiras.

Ao menos seis cidades do país possuem metrô, que, somados, chegam a 254 km --número que pode variar, pois algumas delas consideram trens urbanos como metrôs.

De qualquer forma, é bem menos, por exemplo, do que a capital inglesa (402 km) e Nova York (368 km).

Fora São Paulo e Rio --que, embora tenham redes insuficientes, devem dobrá-las nos próximos anos-- os projetos em curso empacaram.

Porto Alegre, Salvador e Curitiba, que juntas têm 6,2 milhões de habitantes, vivem um roteiro parecido, com idas e vindas de projetos e dificuldades de financiamento.

Na capital gaúcha, o custo estimado para a construção é de R$ 5 bilhões --mais do que o gasto com os estádios da Copa, já prontos. O valor se refere a um ramal único, de 10 km, que beneficiaria parte restrita do município.

A frustração é ainda maior porque o traçado original foi reduzido para cortar custos.

A obra foi lançada em evento em 2011, com a presidente Dilma, mas até hoje nem a forma de financiamento foi definida.

Dilma rejeitou no mês passado a proposta do município, governado por José Fortunati (PDT), de bancar R$ 2 bilhões. Disse à época: "Se eu ficar dando recursos a fundo perdido para todo mundo, não vou ter fundo perdido para dar." Ainda não há previsão nem sequer de quando a licitação será feita.

Em Curitiba, a troca de comando na prefeitura, no começo do ano, levou a uma reavaliação de todo o projeto.

A pedido do prefeito Gustavo Fruet (PDT), um grupo estudou o que havia sido anunciado e concluiu que os custos estavam subestimados.

O previsto em 2011 era uma linha de 14 km ao valor de R$ 2,3 bilhões. Os novos estudos apontam o dobro, em parte devido a um prolongamento da linha. Também não há prazos definidos.

Se as duas capitais do Sul tentam superar obstáculos para começar de vez a construção, em Salvador a dificuldade é inaugurar uma obra que se arrasta desde 1999.

O metrô de Salvador nunca transportou nenhum passageiro e já foi alvo até de CPI. Neste ano, teve sua responsabilidade transferida da prefeitura para o Estado.

Com seis estações prontas, a nova promessa é deixar a linha inaugural pronta a tempo da Copa do Mundo.

"É preciso envolver todas as esferas e firmar um compromisso de que, independentemente de quem ganhe as eleições, haverá projeto", diz o engenheiro Miguel Bahury, ex-presidente da Metrô-RJ e consultor em transportes.



ENTENDA OS MEIOS DE TRANSPORTE
Metrô
É o veículo com maior capacidade de transporte: leva 80 mil passageiros por hora em um sentido
As desvantagens são o preço de construção (R$ 500 milhões por quilômetro linear na cidade de São Paulo) e o tempo mais longo da obra

Monotrilho
É um trem sobre trilhos elevados. Transporta até 48 mil pessoas por hora, segundo o Metrô de SP
O custo da construção é elevado (R$ 200 milhões o quilômetro linear) e traz o risco de degradar o entorno de onde passa por circular em pilastras suspensas

VLT
Sigla de "veículo leve sobre trilhos", é a versão contemporânea dos antigos bondes, sem o barulho
Pode transportar 40 mil passageiros por hora. O VLT da Baixada Santista custa R$ 60 milhões/km e sua capacidade é de 7 mil passageiros por hora

BRT
Apesar da sigla em inglês ("bus rapid transit" ou ônibus de trânsito rápido), é uma invenção brasileira
Nasceu em Curitiba, nos anos 70, a ideia de criar corredores segregados e estações onde se paga antes entrar no ônibus
Comporta 30 mil passageiros por hora e custa R$ 40 milhões por metro linear

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Companhias regionais pedem ajuda ao governo

28/08/2013 - Folha de São Paulo

As companhias aéreas regionais Passaredo, Brava e MAP foram ontem a Brasília pedir socorro ao governo. Em reunião com o ministro Moreira Franco (Aviação Civil), reivindicaram a adoção imediata do plano de incentivo à aviação regional, que prevê isenção de tarifas aeroportuárias e subsídios para viabilizar voos, com o governo garantindo o pagamento de parte dos bilhetes. As empresas também reforçaram o interesse pelas mesmas demandas apresentadas na semana passada pelas grandes companhias, como unificação do ICMS e uma política de preços para o combustível. Uma nova reunião foi marcada para setembro.

Passageiros destroem uma estação de metrô, no Recife

01/10/2013 - Jornal Nacional

Segundo os passageiros, os trens estavam demorando muito a passar. Alguns ficaram irritados. E começaram a confusão.

Uma pane em um dos trens do metrô do Recife provocou um quebra-quebra, nesta segunda-feira (30), em uma das estações.

O tumulto aconteceu antes das 7h, na estação de metrô do Coqueiral, zona oeste do Recife. Segundo os passageiros, os trens estavam demorando muito a passar. Alguns ficaram irritados. E começaram a confusão.

Objetos foram lançados contra os trens. Um grupo saqueou a bilheteria.

Catracas quebradas, a bilheteria, o vidro da passarela, câmeras de vigilância. Em menos de meia hora, havia destroços por todo lado. Estilhaços de vidro nas plataformas, nos trilhos. Um cenário de guerra. Dois trens foram atacados. O sistema parou por duas horas. Policiais militares foram chamados, mas ninguém foi preso.

O vandalismo assustou quem estava na estação.

"Eu acho contra. Fazer isso, quem é mais lesado é a gente, porque a gente usa todos os dias", disse Amanda Roberta, promotora de vendas.

A direção do metrô declarou que o atraso aconteceu porque um trem travou entre duas estações e causou a obstrução de uma linha.

"Com esse trem parado, com esse sistema realmente com problema, a população, de maneira impaciente, começou a quebrar os trens", afirmou Salvino Gomes, assessor de imprensa.

Fonte: Jornal Nacional

Dilma critica falta de desenvolvimento ferroviário

08/10/2013 - EFE

A presidente Dilma Rousseff garantiu nesta segunda-feira, durante uma entrevista televisiva, que a falta de desenvolvimento das ferrovias no Brasil é um 'erro' histórico e afirmou que o governo está fazendo 'um esforço' para construir uma malha ferroviária.

'Construir uma malha ferroviária é muito mais caro inicialmente, mas depois isso compensa com a queda de custo ao longo dos anos. Ter ferrovias diminui o custo do País, melhora a produtividade e o meio ambiente', explicou a presidente durante uma entrevista para o apresentador Ratinho, em seu programa no canal 'SBT'.

Dilma reiterou seu compromisso com o transporte e lembrou que vai entregar 10 mil quilômetros de ferrovias até o fim de seu mandato.

Além disso, o governo planeja construir uma linha de trem de alta velocidade, ligando os estados de São Paulo e Rio Janeiro.

Durante a entrevista, que durou cerca de uma hora, Dilma também falou sobre as denúncias de espionagem por parte dos Estados Unidos e lembrou que essas ações são 'inadmissíveis' entre países que possuem 'alianças estratégicas'.

Segundo documentos divulgados pelo ex-técnico da Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos (NSA), Edward Snowden, os serviços de inteligência americanos espionaram as comunicações de Dilma, assim como de empresas e cidadãos brasileiros.

Devido a suspeita de espionagem e por entender que o governo de Barack Obama não deu explicações suficientes, Dilma decidiu adiar a visita de Estado que faria a Washington no dia 23 de outubro.

Perguntada sobre a onda de protestos que vem ocorrendo no país desde junho, Dilma afirmou que 'fazem parte do processo de democracia e inclusão social' do país e os vê 'com uma visão muito positiva'.

Segundo a presidente, muitas das reivindicações feitas pelos manifestantes foram ouvidas pelo governo e permitiram, entre outros aspectos, a estruturação do programa 'Mais Médicos', com o qual quer reduzir a escassez de profissionais em determinadas regiões do país.

A transmissão da entrevista, que foi gravada na semana passada, coincidiu com as manifestações de hoje, em São Paulo e Rio de Janeiro, em apoio aos professores municipais que estão em greve desde o mês passado no Rio e que terminou em enfrentamentos com a polícia.

Dilma também fez referência à criminalidade no país e detalhou que a fronteira da região amazônica é a mais difícil de controlar.

A presidente mencionou uma operação das forças de segurança no mês de junho, na qual, explicou, participaram 33 mil homens do Exército e foram apreendidas 427 toneladas de cocaína e maconha.

Para combater o crime, Dilma destacou a aliança com os países vizinhos, como a Argentina.

Também falou dos presídios e afirmou que sua privatização não depende do governo.

Sobre sua candidatura às eleições presidenciais de 2014, Dilma disse que, por enquanto, está concentrada em sua função como presidente.

Emirates pede pista para crescer

08/10/2013 - Valor Econômico

Por João José Oliveira

A dona da maior frota de aeronaves Airbus -380, o maior avião do mundo, diz que a infraestrutura aeroportuária brasileira, inferior às de vizinhos como Chile e Equador, está atrasando sua expansão no país. Para a Emirates, a demanda nas rotas que ligam os Emirados Árabes ao Brasil está reprimida e poderia dobrar se houvesse aeroporto capaz de receber os superjumbos.

"Temos demanda para aumentar a oferta por meio de aeronaves maiores, mas o Brasil ainda não pode receber esses aviões", disse ao Valor o diretor-geral da companhia dos Emirados Árabes, Ralf Aasmann, alemão que mora no Brasil há mais de 40 anos.

Por suas dimensões, os superjumbos demandam adaptações nos aeroportos, como remoção de obstáculos próximos à pista devido ao tamanho das asas - a envergadura da asa do A380, com 80 metros, equivale a mais que dois 737-700 emendados.

Cabe ao operador do aeroporto adaptar a infraestrutura e submeter o pedido ao órgão regulador, a Agência Nacional da Aviação Civil (Anac). Com a privatização de Guarulhos, o novo concessionário, GRU Airport, entrou em junho com o pedido de certificação do avião. A agência diz que está analisando o pedido, sem prazo para conclusão, que está ligada à reforma da pista, com início previsto para o dia 15 deste mês e 70 dias de obras.

A Emirates opera hoje 14 voos semanais entre o país e os Emirados Árabes - dois voos diários, um entre Dubai e São Paulo, que usa o aeroporto internacional de Guarulhos (SP), e outro entre Dubai e o aeroporto do Galeão, no Rio.

As aeronaves usadas nessas rotas, o Boeing 777-300ER e o 777-200LR, podem transportar entre 266 e 442 passageiros, conforme a configuração do avião. O que dá à Emirates uma capacidade potencial máxima que varia de 3,7 mil a 6,2 mil pessoas nos seus 14 voos semanais. Já o A-380, que transporta até 517 pessoas, poderia elevar essa capacidade potencial para além dos 7,2 mil passageiros semanais. O problema é que essa aeronave não pode pousar no Brasil - assim como o modelo 747-8, da Boeing, com 400 a 500 assentos.

O diretor-geral da Emirates diz que esse gargalo só não tira o Brasil dos planos de crescimento das aéreas internacionais porque o país é o maior mercado da América do Sul. "Para a estratégia de uma empresa global, caso da Emirates, ter presença na América do Sul é fundamental. E o Brasil é o [mercado] mais importante. A infraestrutura no Chile e até no Equador estão melhores, mas são mercados pequenos."

Aasmann aponta que o transporte de cargas da empresa este ano para o Brasil cresceu mais de 30%, com o aumento de três para quatro voos semanais. Dados da Câmara de Comércio Árabe Brasileira-Brasil mostram que o Brasil representa 37% das trocas comerciais entre Dubai e a América Latina. E nos primeiros cinco meses de 2013, o comércio bilateral entre brasileiros e Emirados Árabes cresceu 37%, a US$ 1,6 bilhão.

Em 2013, o número de brasileiros passando pelo aeroporto internacional de Dubai cresceu 61% em relação a 2011, atingindo a casa de 300 mil passageiros. Foi por ter essa demanda no radar, que a Emirates já negociava há três anos a possibilidade de voar para Guarulhos com o A380.

Segundo o diretor-geral da empresa no Brasil, a falta de infraestrutura não é o único fator que explica o crescimento limitado da participação do país na receita global da Emirates, que faturou US$ 21,1 bilhões no ano fiscal encerrado em maio de 2013, 14,7% mais que na temporada anterior.

Aasmann cita ainda a malha aérea como ponto negativo. Segundo ele, a malha aérea brasileira está desequilibrada, sobrecarregando o aeroporto de Guarulhos (SP).

Mas o executivo admite que a relevância do Brasil para a estratégia da Emirates é grande o suficiente para justificar uma entrada da companhia no capital de uma aérea local, no longo prazo. "Não há limites para a Emirates", diz Aasmann.

Ele afirma que essa possibilidade pode ser levada em conta caso o governo flexibilize o limite de participação estrangeira nas aéreas locais - hoje em 20% -, algo que está em discussão no Congresso. Com assento no conselho de uma empresa, a Emirates poderia influenciar na malha doméstica e atender mais adequadamente os passageiros internacionais, diz Aasmann.

O modelo comercial da Emirates, baseado em investimento direto do único controlador, o governo de Dubai, tem sustentado ganhos líquidos por 25 anos seguidos. No último exercício fiscal, encerrado em maio passado, o lucro líquido da companhia aérea atingiu US$ 622 milhões, 52% superior à temporada anterior. Os 39,4 milhões de passageiros transportados superaram em 16% o total em 2011/2012.

A frota da Emirates, de 194 aviões de passageiros e mais 11 cargueiros, tem 37 unidades do A380-800 - a maior desse tipo de avião no mundo. As encomendas somam 188 aeronaves, somando ordens de US$ 71 bilhões, sendo 53 unidades dos A380-800.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Trata Brasil divulga melhores e piores cidades em saneamento básico

01/10/2013 - Agência Brasil

Segundo o instituto, Uberlândia, Jundiaí e Maringá figuram entre as primeiras colocadas


Saneamento básico atinge 92,2% da população das 100 maiores cidades (crédito: Prefeitura de São Paulo)

Entre as 100 maiores cidades brasileiras, o município de Uberlândia (MG) é o que oferece à população o melhor serviço de saneamento básico, segundo levantamento feito pelo Instituto Trata Brasil, divulgado hoje (1º). A pesquisa é baseada em dados de 2011, os mais atuais, do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (Snis) do Ministério das Cidades.

A cidade mineira é seguida por Jundiaí (SP), Maringá (PR), Limeira (SP), Sorocaba (SP), Franca (SP), São José dos Campos (SP), Santos (SP), Ribeirão Preto (SP) e Curitiba (PR). Já a cidade que oferece o pior serviço, dentre as 100 maiores, é Ananindeua (PA), seguida por Santarém (PA), Macapá (AP), Jaboatão dos Guararapes (PE), Belém (PA), Porto Velho (RO), Duque de Caxias (RJ), São Luís (MA), Teresina (PI) e Aparecida de Goiânia (GO).

"A lenta velocidade de avanço nestes serviços compromete a possibilidade do país atingir a universalização do saneamento nos próximos 20 anos, prazo contido no Plano Nacional de Saneamento Básico do Governo Federal [Plansab]", diz o estudo.

De acordo com o levantamento, a oferta de água tratada em 2011, nas 100 maiores cidades, melhorou em comparação a 2010. Em 2011, o serviço teve crescimento de 0,9 pontos percentuais – passou a atingir 92,2% da população, número bem superior a média do país (82,4%).

Já a coleta de esgoto chegou nessas cidades a 61,40% da população (a média no país é 48,1%), um crescimento de 2,3 pontos percentuais em 2011 ante 2010. "Quase metade das maiores cidades [47], no entanto, tem índices abaixo de 60%, o que torna muito difícil alcançarem a universalização até 2030, a se manter este ritmo de crescimento", destaca o estudo.

Em relação ao volume de esgotos tratados, o índice nas 100 maiores cidades chegou a 38,5%, muito similar aos 37,5% a média do país. "É o serviço mais distante da universalização no saneamento. Em 2030, a se manter esse ritmo de avanços, estaremos longe de ter todo o esgoto tratado nas 100 maiores cidades", ressalta a pesquisa.

As perdas financeiras pelo mau uso da água em 2011 foi maior nas cidades maiores. Nesses municípios, o índice foi 40,08%, pior que a média do país (38%). Apenas quatro cidades apresentaram perdas menores que 15%; 22 delas tiveram índices entre 15 e 30%. "Isso significa que 74% das cidades apresentaram perdas maiores que 30%, sendo que 14 delas com perdas acima de 60%".

* Com informações da Agência Brasil