segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Ideias para tirar você do trânsito

28/10/2013 - Revista Época

No calor das manifestações de junho, por passagens mais baratas e melhorias no transporte público, o governo federal anunciou um investimento de R$ 50 bilhões, até 2017. O trânsito é um dos maiores desafios das grandes cidades no mundo inteiro – e também no Brasil. Uma pesquisa divulgada na semana passada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima em 40 minutos o tempo que os brasileiros que vivem nas regiões metropolitanas levam para chegar ao trabalho. A cidade mais atravancada é o Rio de Janeiro, com 47 minutos no trajeto. Em São Paulo, o tempo de viagem aumentou 20% em duas décadas. Hoje, os paulistanos levam 46 minutos no trânsito. A situação piorou mais nas capitais do Norte e Nordeste. Boa parte disso ocorre porque o número de casas com carro na garagem cresceu 8% em apenas quatro anos. Pela primeira vez, mais da metade dos brasileiros tem carro próprio.

De acordo com o empreendedor paulista Marcio Nigro, tudo pode ser resolvido do dia para a noite, a custo quase zero. Para ele, basta cada motorista compartilhar os bancos vazios de seu carro. "São Paulo tem 5 milhões de carros particulares em circulação, a maioria ocupada apenas pelo motorista. Há cerca de 20 milhões de assentos desocupados", afirma Nigro. Os ônibus da capital transportam, por dia, 9,8 milhões de pessoas. "Se todos derem carona, adeus engarrafamento nas ruas e filas no transporte público", diz. Nigro fundou o Caronetas, um site de caronas com cerca de 10 mil usuários.

O cenário proposto por Nigro é impraticável. Seu raciocínio ajuda, porém, a mostrar o potencial do compartilhamento no trânsito. O crescimento das capitais nos últimos 20 anos impõe óbvios gargalos ao sistema de transporte. Mas também proporciona novas possibilidades de cooperação. Numa cidade como São Paulo, com 12 milhões de habitantes, quase sempre há alguém, a poucos quilômetros, capaz de resolver seu problema. É apenas uma questão de encontrar os pares. É aí que entra a tecnologia. Dividir bens, como o carro ou a garagem, e informações pessoais, como os dados de GPS, pode revolucionar – e já revoluciona – a locomoção nas cidades.










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